VISÃO BÍBLICA DA MORDOMIA
1. Introdução:
O conceito bíblico de mordomia é mais amplo do que uma limitada declaração de crença. Trata-se de um princípio dinâmico sob o qual atua o reino de Deus. Os seres humanos estão sob o juízo de Deus, e a mordomia cristã impõe a pergunta: “Quem é o responsável pelo cuidado da criação de Deus e pelos dons com que Ele dotou os seres humanos? Esses dotes/responsabilidades podem ser físicos, espirituais e intelectuais. Procedem da mão do Criador: Vida, saúde, posses e até mesmo o planeta. “Toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação ou sombra de mudança" (Tg 1:17).
Mordomia é um elemento essencial da fé. Os seres humanos recebem tempo, talento, tesouro e templo (o corpo) para testemunhar e provar sua lealdade ao Criador. Todo o conceito é intensificado pelo pronunciamento escatológico de Apocalipse 14:7 “Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora do Seu juízo; mar, e as fontes das águas.” Isso dá impulso, urgência e sendo de oportunidade à doutrina.
O conceito bíblico de mordomia transcende e norteia toda a doutrina e o ensino cristão. Abrange e interliga muitas das grandes doutrinas/crenças da igreja e se torna um princípio organizador para a compreensão da Escritura. A doutrina da criação, a doutrina da humanidade, redenção e restauração, a doutrina do sábado e a doutrina da igreja estão intimamente associadas com a ideia de mordomia. A mordomia também se torna a raiz da missão, a base para a partilha do evangelho ao mundo.
2. Conceitos e Palavras
a) Administrar a casa:
Um mordomo é um administrador, e mordomia é a administração das posses e dons em favor dos outros. Mordomia é administração de bens, e o depositário é alguém encarregado de manter a propriedade em custódia, um Mordomo ou depositário tem o dever específico para com o proprietário ou beneficiário.
O mordomo é uma pessoa encarregada de gerenciar e ser responsável pela propriedade ou negócios de outro. O termo parece simples, mas o conceito é muito amplo. O mordomo é um empregado ou submisso ao outro, mas que tem autoridade. Sendo ilustrado na Bíblia para designar alguém para cuidar da “casa” um mordomo. O empregado de Abraão (Gn 24:2), Potifar viu em José alguém capaz de ser responsável pela administração de seus negócios domésticos (Gn 39:4), na prisão José recebeu um encargado do carcereiro (Gn 39:22), Faraó disse a José: “Administrarás a minha casa, e à tua palavra obedecerá todo o povo; somente no trono eu serei maior do que tu” (Gn 41:40). “Casa” aqui quer dizer propriedades, domínio ou reino.
Às vezes, “casa” significa responsabilidades ampliadas para incluir uma cidade, província ou reino. “Então vieram os homens de Judá e ungiram ali Davi rei sobre a casa de Judá (2Sm 2:4). Em 2 Reis 10:5, “o responsável pelo palácio” estava encarregado da “casa” real.
A palavra usada para chefe (sar) também pode ser traduzida por “mordomo” e designa um capitão, chefe, general, governador, proprietário, senhor, mestre, soberano ou administrador.
b) Oikonomos e Oikonomia
- O NT utiliza as ideias do AT. As palavras gregas mais comumente usadas com relação a mordomia derivam de oikos e oikia, “casa”. O oikonomos é aquele que guarda a casa “o mordomo ou gerente”. Oikonomia é a “administração da casa”, cujo significado é mais amplo.
- O mordomo infiel da parábola de Jesus (Lc 16:2-4) é chamado de oikonomos, e seus deveres e responsabilidades são chamados de oikonomia, “mordomia”.
Em 1 Coríntios 9:17, Paulo fala de oikonomia como responsabilidade de despenseiro que lhe foi confiada.
O conceito bíblico de mordomia é mais amplo do que uma limitada declaração de crença. Trata-se de um princípio dinâmico sob o qual atua o reino de Deus. Os seres humanos estão sob o juízo de Deus, e a mordomia cristã impõe a pergunta: “Quem é o responsável pelo cuidado da criação de Deus e pelos dons com que Ele dotou os seres humanos? Esses dotes/responsabilidades podem ser físicos, espirituais e intelectuais. Procedem da mão do Criador: Vida, saúde, posses e até mesmo o planeta. “Toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação ou sombra de mudança" (Tg 1:17).
Mordomia é um elemento essencial da fé. Os seres humanos recebem tempo, talento, tesouro e templo (o corpo) para testemunhar e provar sua lealdade ao Criador. Todo o conceito é intensificado pelo pronunciamento escatológico de Apocalipse 14:7 “Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora do Seu juízo; mar, e as fontes das águas.” Isso dá impulso, urgência e sendo de oportunidade à doutrina.
O conceito bíblico de mordomia transcende e norteia toda a doutrina e o ensino cristão. Abrange e interliga muitas das grandes doutrinas/crenças da igreja e se torna um princípio organizador para a compreensão da Escritura. A doutrina da criação, a doutrina da humanidade, redenção e restauração, a doutrina do sábado e a doutrina da igreja estão intimamente associadas com a ideia de mordomia. A mordomia também se torna a raiz da missão, a base para a partilha do evangelho ao mundo.
2. Conceitos e Palavras
a) Administrar a casa:
Um mordomo é um administrador, e mordomia é a administração das posses e dons em favor dos outros. Mordomia é administração de bens, e o depositário é alguém encarregado de manter a propriedade em custódia, um Mordomo ou depositário tem o dever específico para com o proprietário ou beneficiário.
O mordomo é uma pessoa encarregada de gerenciar e ser responsável pela propriedade ou negócios de outro. O termo parece simples, mas o conceito é muito amplo. O mordomo é um empregado ou submisso ao outro, mas que tem autoridade. Sendo ilustrado na Bíblia para designar alguém para cuidar da “casa” um mordomo. O empregado de Abraão (Gn 24:2), Potifar viu em José alguém capaz de ser responsável pela administração de seus negócios domésticos (Gn 39:4), na prisão José recebeu um encargado do carcereiro (Gn 39:22), Faraó disse a José: “Administrarás a minha casa, e à tua palavra obedecerá todo o povo; somente no trono eu serei maior do que tu” (Gn 41:40). “Casa” aqui quer dizer propriedades, domínio ou reino.
Às vezes, “casa” significa responsabilidades ampliadas para incluir uma cidade, província ou reino. “Então vieram os homens de Judá e ungiram ali Davi rei sobre a casa de Judá (2Sm 2:4). Em 2 Reis 10:5, “o responsável pelo palácio” estava encarregado da “casa” real.
A palavra usada para chefe (sar) também pode ser traduzida por “mordomo” e designa um capitão, chefe, general, governador, proprietário, senhor, mestre, soberano ou administrador.
b) Oikonomos e Oikonomia
- O NT utiliza as ideias do AT. As palavras gregas mais comumente usadas com relação a mordomia derivam de oikos e oikia, “casa”. O oikonomos é aquele que guarda a casa “o mordomo ou gerente”. Oikonomia é a “administração da casa”, cujo significado é mais amplo.
- O mordomo infiel da parábola de Jesus (Lc 16:2-4) é chamado de oikonomos, e seus deveres e responsabilidades são chamados de oikonomia, “mordomia”.
Em 1 Coríntios 9:17, Paulo fala de oikonomia como responsabilidade de despenseiro que lhe foi confiada.
- Efésios 1:10 usa a palavra oikonomia para se referir ao plano de Deus de fazer “convergir” em Cristo todas as coisas.
- Em Colossenses 1:25, oikonomia é a dispensação que o Senhor confiou “para dar pleno cumprimento à Palavra de Deus”.
- Em Tito 1:7, o bispo é chamado de despenseiro (oikonomos) de Deus, ou seja, ele tem uma obrigação administrativa a cumprir.
- Em Romanos 16:23 oikonomos aparece em referência ao tesoureiro da cidade.
O que se requer dos despenseiros é que cada um deles seja encontrado fiel. Cada cristão é um oikonomos: “Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus” (1Pe 4:10).
3. A Experiência de Mordomia da Igreja
“Somos mordomos de Deus, responsáveis diante dEle pelo uso apropriado do tempo e das oportunidades, capacidades, posses e bênçãos da terra e seus recursos. Pelo serviço fiel a Deus e aos nossos semelhantes, e pela devolução dos dízimos e ofertas para a proclamação do Seu evangelho e o sustento e crescimento de Sua igreja, reconhecemos que tudo pertence a Deus. A mordomia é um privilégio a nós concedido por Deus para a promoção do amor e da vitória sobre o egoísmo e a cobiça. O mordomo se alegra nas bênçãos que sobrevêm aos outros como resultado de sua fidelidade.”
“Os cristãos são mordomos de Deus, depositários de Seus bens e, como Seus sócios responsáveis por administrá-los de acordo com Suas orientações e Seus princípios, da maneira delineada nas Escrituras e no Espírito de Profecia. O conselho divino é que se requer dos despenseiros que cada um deles seja encontrado fiel (1Co 4:2).
O assunto da mordomia, em sua forma mais plena, abrange muitos aspectos da vida e da experiência cristã, tais como nosso tempo, nossa influência e nosso serviço. É um assunto que diz respeito a toda a família da igreja. Envolve nosso reconhecimento da soberania de Deus, de que Ele é o proprietário de todas as coisas e de que concede Sua graça ao nosso coração. Ao crescermos na compreensão desses princípios seremos levados a apreciar melhor a maneira pela qual o amor de Deus atua em nossa vida” (Manual da Igreja, ).
A mordomia abrange todos os aspectos da vida e seus conceitos fornecem respostas para as urgentes questões de nossa época. Essas devem ser questões com as quais os membros da igreja devem lutar - problemas ambientais e sociais, problemas de saúde pública e pessoal, a urgente questão da pobreza, todas as questões desconcertantes que circundam o começo e o fim da vida humana e, é claro o emprego dos finitos recursos do planeta.
4. Conclusão
No sentido bíblico, mordomia significa o emprego agradecido e responsável de todas as dádivas de Deus. O Espírito Santo capacita os mordomos cristãos a tomarem decisões conscientes e intencionais no uso dessas dádivas. Para o cristão comprometido, o princípio da mordomia constitui algo para ser vivido, compartilhado e experimentado. O princípio da mordomia envolve tudo na vida, e tudo na vida se torna uma expressão externa desse grande princípio gravado em tábuas de carne, isto é, nos corações/mente (2 Co 3:3).
“De acordo com as condições de nossa mordomia, temos obrigação não somente para com Deus, mas também para com o homem. Todo ser humano deve os dons da vida ao infinito amor do Redentor. Alimento, roupa, abrigo, vida e tudo mais são aquisições do sangue de Jesus. Pelo dever de gratidão ao serviço assim imposto, Cristo nos ligou a nossos semelhantes. Ele nos ordena: ‘Servi-vos uns aos outros’ (Gl 5:13). ‘Quando fizerdes a um destes Meus pequeninos irmãos, a Mim o fizestes’ (Mt 25:40).
“A idéia de mordomia devia ser uma influência prática sobre todo o povo de Deus. [...] A beneficência prática dará vida espiritual a milhares professos nominais da verdade que ora lamentam as próprias trevas. Ela os transformará de egoístas e cobiçosos adoradores de Mamom em zelosos e fiéis colaboradores de Cristo na salvação dos pecadores.”
“O mordomo se identifica com o patrão. Aceita as responsabilidades de um mordomo e deve agir em lugar do dono da casa, fazendo o que faria se estivesse presidindo. Os interesses do senhor se tornam seus. A posição de mordomo é uma posição de dignidade, porque o patrão nele confia.”
O que se requer dos despenseiros é que cada um deles seja encontrado fiel. Cada cristão é um oikonomos: “Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus” (1Pe 4:10).
3. A Experiência de Mordomia da Igreja
“Somos mordomos de Deus, responsáveis diante dEle pelo uso apropriado do tempo e das oportunidades, capacidades, posses e bênçãos da terra e seus recursos. Pelo serviço fiel a Deus e aos nossos semelhantes, e pela devolução dos dízimos e ofertas para a proclamação do Seu evangelho e o sustento e crescimento de Sua igreja, reconhecemos que tudo pertence a Deus. A mordomia é um privilégio a nós concedido por Deus para a promoção do amor e da vitória sobre o egoísmo e a cobiça. O mordomo se alegra nas bênçãos que sobrevêm aos outros como resultado de sua fidelidade.”
“Os cristãos são mordomos de Deus, depositários de Seus bens e, como Seus sócios responsáveis por administrá-los de acordo com Suas orientações e Seus princípios, da maneira delineada nas Escrituras e no Espírito de Profecia. O conselho divino é que se requer dos despenseiros que cada um deles seja encontrado fiel (1Co 4:2).
O assunto da mordomia, em sua forma mais plena, abrange muitos aspectos da vida e da experiência cristã, tais como nosso tempo, nossa influência e nosso serviço. É um assunto que diz respeito a toda a família da igreja. Envolve nosso reconhecimento da soberania de Deus, de que Ele é o proprietário de todas as coisas e de que concede Sua graça ao nosso coração. Ao crescermos na compreensão desses princípios seremos levados a apreciar melhor a maneira pela qual o amor de Deus atua em nossa vida” (Manual da Igreja, ).
A mordomia abrange todos os aspectos da vida e seus conceitos fornecem respostas para as urgentes questões de nossa época. Essas devem ser questões com as quais os membros da igreja devem lutar - problemas ambientais e sociais, problemas de saúde pública e pessoal, a urgente questão da pobreza, todas as questões desconcertantes que circundam o começo e o fim da vida humana e, é claro o emprego dos finitos recursos do planeta.
4. Conclusão
No sentido bíblico, mordomia significa o emprego agradecido e responsável de todas as dádivas de Deus. O Espírito Santo capacita os mordomos cristãos a tomarem decisões conscientes e intencionais no uso dessas dádivas. Para o cristão comprometido, o princípio da mordomia constitui algo para ser vivido, compartilhado e experimentado. O princípio da mordomia envolve tudo na vida, e tudo na vida se torna uma expressão externa desse grande princípio gravado em tábuas de carne, isto é, nos corações/mente (2 Co 3:3).
“De acordo com as condições de nossa mordomia, temos obrigação não somente para com Deus, mas também para com o homem. Todo ser humano deve os dons da vida ao infinito amor do Redentor. Alimento, roupa, abrigo, vida e tudo mais são aquisições do sangue de Jesus. Pelo dever de gratidão ao serviço assim imposto, Cristo nos ligou a nossos semelhantes. Ele nos ordena: ‘Servi-vos uns aos outros’ (Gl 5:13). ‘Quando fizerdes a um destes Meus pequeninos irmãos, a Mim o fizestes’ (Mt 25:40).
“A idéia de mordomia devia ser uma influência prática sobre todo o povo de Deus. [...] A beneficência prática dará vida espiritual a milhares professos nominais da verdade que ora lamentam as próprias trevas. Ela os transformará de egoístas e cobiçosos adoradores de Mamom em zelosos e fiéis colaboradores de Cristo na salvação dos pecadores.”
“O mordomo se identifica com o patrão. Aceita as responsabilidades de um mordomo e deve agir em lugar do dono da casa, fazendo o que faria se estivesse presidindo. Os interesses do senhor se tornam seus. A posição de mordomo é uma posição de dignidade, porque o patrão nele confia.”
Referências:
1. Almeida Corrigida Fiel ACF 1994, 1995, 2007, 2011 Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil (SBTB).
2. Ellen G. White. Espírito de Profecia.
3. Tratado de Teologia da Igreja Adventista do Sétimo Dia.
4. Manual da Igreja Adventista do Sétimo Dia.
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