Introdução:
Você gosta de viajar? Você define o local antes de viajar? Quais os critérios para a escolha do local? Você se planeja e se prepara para a viagem? Durante a espera pela viagem, você pensa em como será? Define com quem será a viagem e pensa em quem irá encontrar?
Na Bíblia há várias promessas sobre o novo Céu, nova Terra, nova Jerusalém e a restauração e elas estão associadas ou vinculadas a Jesus. Dentre as promessas de Jesus temos a de João 14 - “não se turbe o vosso coração” (Jo 14:1), “pois vou preparar-vos lugar” (Jo 14:2), “voltarei e receberei para mim mesmo” (Jo 14:3).
Na ocasião da segunda Vinda de Jesus nas nuvens dos céus, com grande poder e glória. “A voz do Filho de Deus chama os santos que dormem (1Ts 4:16). Ele olha para a sepultura dos justos e, levantando as mãos para o céu, brada: "Despertai, despertai, despertai, vós que dormis no pó, e surgi!" Por todo o comprimento e largura da Terra, os mortos ouvirão aquela voz, e os que ouvirem viverão. [...] “Os justos vivos são transformados "num momento, num abrir e fechar de olhos" (1Co 15:52). À voz de Deus foram eles glorificados; agora tornam-se imortais, e com os santos ressuscitados, são arrebatados para encontrar seu Senhor nos ares (1Ts 4:17). Os anjos "ajuntarão os Seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus (Mt 24:31)." As criancinhas são levadas pelos santos anjos aos braços de suas mães. Amigos há muito separados pela morte, reúnem-se, para nunca mais se separarem, e com cânticos de alegria ascendem juntamente para a cidade de Deus” (Grande Conflito, Cap. 40 - O Livramento do povo de Deus).
Como está sua preparação para a mais importante viagem? Como está sua preparação para a Volta de Jesus? Preparação para o novo Céu, a nova Terra, a Cidade Santa? Como estão os preparativos? Tens o desejo de ver Jesus voltar e com Ele morar nas mansões celestiais? Se Jesus viesse hoje, você estaria pronto para encontrares com Jesus? O que tem ocupado a sua mente? As coisas do reino celestial ou do mundo terreno?
Como será a viagem até o Céu? Vejamos algumas descrições de Ellen White, sobre o assunto:
De cada lado do carro de nuvens existem asas, e debaixo dele se acham rodas vivas; e, ao volver o carro para cima, as rodas clamam: "Santo", e as asas, movendo-se, clamam: "Santo", e o cortejo de anjos clama: "Santo, santo, santo, Senhor Deus todo-poderoso." E os remidos bradam: "Aleluia!" - enquanto o carro prossegue em direção à Nova Jerusalém. [...] Antes de entrar na cidade de Deus, o Salvador concede a Seus seguidores os emblemas da vitória, conferindo-lhes as insígnias de sua condição real (Grande Conflito, Cap. 40 - O Livramento do povo de Deus).
Todos nós entramos juntos na nuvem, e estivemos sete dias ascendendo para o mar de vidro, onde Jesus trouxe as coroas, e com Suas próprias mãos as colocou sobre nossa cabeça. Deu-nos harpas de ouro e palmas de vitória (Visões do Céu, Cap. Sete dias viajando para o Céu).
Vamos para a última parte da sequência profética dos Eventos Finais. Sem pressa, medite em cada evento e tente imaginar cada cena. Coloque-se no contexto e leve em consideração que hoje você está definindo seu futuro para glória eterna (estar com Jesus na nova Jerusalém) ou para a vergonha eterna (ser consumido como ramo com Satanás, a raiz da maldade). Com o coração agradecido por uma promessa sem igual, transporte seus pensamentos para a Nova Terra.
Herança dos Santos:
Falando sobre a verdadeira sabedoria e o ensino do Espírito Santo, Paulo em 1 Coríntios 2:9, nos diz: Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam.
Mas, “Tu, porém, Daniel, encerra as palavras e sela o livro” (Dn 12:4), “vai, Daniel, porque estas palavras estão encerradas e seladas até ao tempo do fim” (Dn 12:9). O livro selado em Daniel foi aberto na revelação a João em Apocalipse (Ap 1:1).
Então, João vê a Nova Terra e a Cidade Santa “Nova Jerusalém” descrito em Apocalipse 21:1,2 ¹ Vi novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. ² Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, ataviada como noiva adornada para o seu esposo.
Ellen White, também, teve o privilégio de ver Glória Indescritível. As maravilhosas coisas que ali vi, não as posso descrever. […] A linguagem é demasiadamente fraca para tentar uma descrição do Céu. [...] A linguagem mais exaltada não consegue descrever a glória do Céu, ou as profundidades incomparáveis do amor de um Salvador. [...] A linguagem humana não é adequada para descrever a recompensa dos justos/os resgatados. Será conhecida apenas dos que a contemplarem. Nenhum espírito finito pode compreender a glória do Paraíso de Deus. [...] Se pudéssemos ter mesmo que uma só visão da cidade celestial, nunca mais desejaríamos morar outra vez na Terra (Eventos Finais, Cap. 20, Herança dos Santos).
2.1 Contexto da purificação da nova Terra
Ao fim dos mil anos, Cristo volta novamente à Terra. É acompanhado pelo exército dos remidos, e seguido por um cortejo de anjos. Descendo com grande majestade, ordena aos ímpios mortos que ressuscitem para receber a condenação. Surgem estes como um grande exército, inumerável como a areia do mar. [...] Os ímpios saem da sepultura tais quais a ela baixaram, com a mesma inimizade contra Cristo, e com o mesmo espírito de rebelião. [...] Descendo do Céu a Nova Jerusalém em seu deslumbrante resplandor, repousa sobre o lugar purificado e preparado para recebê-la, e Cristo, com Seu povo e os anjos, entram na santa cidade. [...] Satanás se prepara para a última e grande luta pela supremacia “convoca os ímpios para tomarem a cidade santa.” [...] Jesus assenta-se no trono branco. [...] Na presença dos habitantes da Terra e do Céu, reunidos, é efetuada a coroação final do Filho de Deus. [...] Abriram-se os livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida; e os mortos foram julgados “juízo executivo” pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras" Ap 20:11,12. [...] O olhar de Jesus incide sobre os ímpios, eles se tornam cônscios de todo pecado cometido. Os ímpios recebem suas sentenças e reconhecem a justiça de Deus. Todos veem panoramicamente as cenas do grande conflito entre Cristo e Satanás. [...] O mundo ímpio todo acha-se em julgamento perante o tribunal de Deus, acusado de alta traição contra o governo do Céu. Ninguém há para pleitear sua causa; estão sem desculpa; e a sentença de morte eterna é pronunciada contra eles. [...] Todos vêem que sua exclusão do Céu é justa. [...] Como que extasiados, os ímpios contemplam a coroação do Filho de Deus. Vêem em Suas mãos as tábuas da lei divina, os estatutos que desprezaram e transgrediram. Testemunham . [...] exclamam: "Grandes e maravilhosas são as Tuas obras, Senhor Deus todo-poderoso! Justos e verdadeiros são os Teus caminhos, ó Rei dos santos" (Ap 15:3); e, prostrando-se, adoram o Príncipe da vida. [...] Olhando Satanás para o seu reino, o fruto de sua luta, vê apenas fracasso e ruína. Satanás vê que sua rebelião voluntária o inabilitou para o Céu. E agora Satanás se curva e confessa a justiça de sua sentença “ mas seu caráter permanece sem mudança”. [...] De Deus desce fogo do céu (Is 9:5; 34:2; Sl 11:6). A terra se fende. […] Chamas devoradoras irrompem de cada abismo hiante. As próprias rochas estão ardendo. Vindo é o dia que arderá como um forno. Os elementos fundem-se pelo vivo calor, e também a Terra e as obras que nela há são queimadas (Ml 4:1; 2Pe 3:10). A superfície da Terra parece uma massa fundida - um vasto e fervente lago de fogo. É o tempo do juízo e perdição dos homens maus - "dia da vingança do Senhor, ano de retribuições pela luta de Sião" (Is 34:8). [...] Os ímpios recebem sua recompensa na Terra (Pv 11:31). "Serão como a palha; e o dia que está para vir os abrasará, diz o Senhor dos exércitos." (Ml 4:1). [...] A penalidade completa da lei foi aplicada; satisfeitas as exigências da justiça; e o Céu e a Terra, contemplando-o, declaram a justiça de Jeová. [...] Está para sempre terminada a obra de ruína de Satanás. Durante seis mil anos efetuou a sua vontade, enchendo a Terra de miséria e causando pesar por todo o Universo. [...] Enquanto a Terra está envolta nos fogos da destruição, os justos habitam em segurança na Santa Cidade. Sobre os que tiveram parte na primeira ressurreição, a segunda morte não tem poder. Ao mesmo tempo em que Deus é para os ímpios um fogo consumidor, é para o Seu povo tanto Sol como Escudo (Ap 20:6; Sl 84:11), (Grande Conflito, Cap. 42).
2.2 Nova Terra “Purificada, restaurada”.
O fogo que destruiu Satanás e seus seguidores vai purificar eternamente a Terra. Nunca mais surgirão pecado, inimigo ou pecadores. O preço da justiça foi completamente pago no Calvário. Estamos eternamente salvos. Passou o pesadelo da morte, da dor, das lágrimas. Novamente meditemos nas palavras do profeta Malaquias: “Mas para vós outros que temeis o meu nome, nascerá o sol da justiça, trazendo salvação nas suas asas; saireis e saltareis como bezerros soltos da estribaria. Pisareis os perversos, porque se farão cinzas debaixo das plantas de vossos pés, naquele que prepararei, diz o Senhor dos Exércitos” (Ml 4:2, 3).
"Vi um novo céu, e uma nova Terra. Porque já o primeiro céu e a primeira Terra passaram." Ap 21:1. O fogo que consome os ímpios, purifica a Terra. Todo vestígio de maldição é removido. Nenhum inferno a arder eternamente conservará perante os resgatados as terríveis conseqüências do pecado. [...] Apenas uma lembrança permanece: nosso Redentor sempre levará os sinais de Sua crucifixão. Em Sua fronte ferida, em Seu lado, em Suas mãos e pés, estão os únicos vestígios da obra cruel que o pecado efetuou (Hc 3:4). [...] "Nela não vi templo, porque o seu templo é o Senhor Deus todo-poderoso, e o Cordeiro" (Ap 21:22). O povo de Deus tem o privilégio de entreter franca comunhão com o Pai e o Filho. "Agora vemos por espelho em enigma" (1Co 13:12). Contemplamos a imagem de Deus refletida como que em espelho, nas obras da Natureza e em Seu trato com os homens; mas então O conheceremos face a face, sem um véu obscurecedor de permeio. Estaremos em Sua presença, e contemplaremos a glória de Seu rosto (Grande Conflito, Cap. 42).
Na Nova Terra, em que habita justiça, Deus proverá um lar eterno para os remidos e um ambiente perfeito para vida, amor, alegria e aprendizado eternos, em sua presença. Pois aqui o próprio Deus habitará com seu povo, e o sofrimento e a morte terão passado.
O Grande Mestre dá ao homem uma visão do mundo futuro. Vejamos os motivos do cristão para cultivar os pensamentos da presença de Deus:
Na Bíblia a herança dos salvos é chamada um país (Hb 11:14-16). Ali o Pastor celestial conduz Seu rebanho às fontes de águas vivas. A árvore da vida produz seu fruto de mês em mês, e as folhas da árvore são para a saúde das nações. Existem torrentes sempre a fluir, claras como cristal, e ao lado delas. [...] Nessas pacíficas planícies, ao lado daquelas correntes vivas, o povo de Deus, durante tanto tempo peregrino e errante, encontrará um lar (Grande Conflito, Cap. 42).
Realidade tangível. Os dois primeiros capítulos da Bíblia (Gn 1,2) falam da criação efetuada por Deus, de um mundo perfeito para a habitação dos seres humanos, também por Ele criados. Os dois últimos capítulos da Bíblia (Ap 21,22) também falam de Deus criando um mundo perfeito para a humanidade, mas dessa vez trata-se de uma recriação, a restauração da Terra da devastação ocasionada pelo pecado.
Vez após outra, a Bíblia declara que o eterno lar dos remidos será um lugar real, uma localidade em que pessoas reais, com corpo e cérebro, poderão ver, ouvir, tocar, provar, medir, pintar, experimentar com toda plenitude. E nessa nova Terra que Deus estabelecerá o Céu real do futuro.
Ali, "o deserto e os lugares secos se alegrarão disto; e o ermo exultará e florescerá como a rosa". "Em lugar do espinheiro crescerá o cipreste , e em lugar da sarça crescerá a murta" Is 35:1; 55:13. "E morará o lobo com o cordeiro, e leopardo com o cabrito se deitará, ... e um menino pequeno os guiará." "Não se fará mal nem dano algum em todo o monte da Minha santidade", diz o Senhor, Is 11:6,9.
A expressão “nova Terra” em grego kainos “novo” em qualidade, em contraste com aquilo que está gasto ou manchado, significa tanto continuidade quanto diferença em relação à Terra atual. Pedro e João divisam a velha Terra purificada pelo fogo e liberta, assim, de toda contaminação, e então renovada (2Pe 3:10-13; Ap 21:1). João enfatiza que o novo céu e a nova terra serão criados a partir de elementos purificados do velho, por isso serão novos em qualidade, diferentes. O novo céu e a nova terra são portanto, uma recriação, uma formação do novo com base em elementos já existentes, não uma criação ex nihilo. Embora renovada, ela permanecerá familiar, conhecida – o lar. Isso é bom! Ela é nova, entretanto, no sentido de que Deus removerá da Terra toda e qualquer mancha causada pelo pecado.
Em determinado sentido, a nova Jerusalém vincula o Céu e a nova Terra. Primariamente, o termo “céu” aplica-se ao céu atmosférico. As Escrituras utilizam o termo para referir-se: (1) ao céu atmosférico (Gn 1:20), (2) ao céu estrelado (Gn 1:14-17) e (3) ao “terceiro céu”, onde se localiza o paraíso (2 Co 12:2-4). A partir dessa conexão de “céu” com paraíso, torna-se ele sinônimo desse termo, que define o lugar do trono e da habitação de Deus. Assim, por extensão, as Escrituras designam o reino de Deus, Seu governo e as pessoas que voluntariamente o aceitam como o “reino dos Céus”.
A Nova Jerusalém é a capital da nova Terra. Na linguagem hebraica, Jerusalém significa “cidade de paz”. A Jerusalém terrestre dificilmente terá feito jus a seu nome, mas a Nova Jerusalém refletirá fielmente, em seu nome, a realidade.
Deus responde, além de qualquer expectativa, a petição apresentada na Oração do Senhor: “Venha o teu reino; seja feita a tua vontade, assim na Terra como nos Céus”, ao deslocar a Nova Jerusalém para o planeta Terra (Ap 21:1,2). Ele não apenas restaura a Terra, Ele a exalta. Transcendendo seu presente estado decaído, ela se torna a capital do universo.
João utiliza termos românticos para configurar a beleza da Nova Jerusalém. A cidade é semelhante a uma “noiva adornada para o seu esposo” (Ap 21:2). A descrição dos atributos físicos que ele faz da cidade retrata a sua realidade.
A luz foi o primeiro atributo específico que João percebeu ao ver “a noiva, a esposa do Cordeiro”, é a sua luz (Ap 21:9,11). A glória de Deus ilumina a cidade, tornando ofuscante a luz do Sol e da Lua (Ap 21:23, 24). [...] Ali “não haverá noite” (Ap 21:25). “Nem precisam eles de luz de candeia, nem da luz do Sol, porque o Senhor Deus brilhará sobre eles” (Ap 22:5). A glória de Deus e do Cordeiro inunda a santa cidade, com luz imperecível. Os remidos andam na glória de um dia perpétuo, independentemente do Sol.
Na construção, Deus utilizou somente materiais dos mais preciosos na construção da cidade. O muro é de jaspe, “uma pedra preciosíssima” (Ap 21:11,18). Os fundamentos são adornados com doze gemas (pedras preciosas) diferentes (Ap 21:19, 20).
Doze portas, cada uma fabricada com uma única pérola, asseguram o acesso à cidade. “Pérolas são o produto de sofrimento. [...] As portas são de pérola. A entrada dos salvos, Deus a providenciou por meio de infinitos sofrimentos pessoais, quando em Cristo reconciliou consigo mesmo todas as coisas” (2 Co 5:19).
Tão significativo quanto a lista de materiais empregados na construção da cidade, é o fato de que o anjo que mostrou a cidade a João, mediu as suas muralhas. Se elas podiam ser medidas, possuindo altura, e comprimento e espessura, torna-se claro que a cidade é um elemento real, pois baseia-se em dados da realidade.
O suprimento de água e alimento, virá do trono de Deus, localizado no centro da cidade, flui o “rio da água da vida” (Ap 22:1). [...] A árvore da vida cresce “de ambos os lados do rio”. Seus doze frutos contêm os elementos vitais dos quais a humanidade ficou privada desde que Adão e Eva abandonaram o Jardim do Éden. Eles são o antídoto para o envelhecimento, desgaste ou simples fadiga (Ap 22:2; Gn 3:22). Na cidade de Deus aqueles que comem do fruto dessa árvore nem mesmo necessitam de noite para repousar (Ap 21:25), pois na nova Terra jamais sentirão cansaço.
A Bíblia torna claro que, finalmente, os salvos "justos/resgatados" herdarão a Terra (Mt 5:5; Sl 37:9,29; 115:16). Jesus prometeu preparar para os seus seguidores “moradas” na casa de seu Pai (Jo 14:1-3). As Escrituras confirma que o trono do Pai e a sede do governo universal na Nova Jerusalém, que descerá até a Terra (Ap 21:2,3,5).
"Edificarão casas, e as habitarão; e plantarão vinhas, e comerão o seu fruto. Não edificarão para que outros habitem; não plantarão para que outros comam; ... os Meus eleitos gozarão das obras das suas mãos" (Is 65:21,22).
Casas na cidade. A Nova Jerusalém é a cidade pela qual Abraão esperava (Hb 11:10). Dentro da grande cidade, Cristo está preparando “mansões”, “lugares de habitação” ou “moradas”, casas de verdade (Jo 14:2).
Casas no campo. Contudo, os redimidos não estarão confinados dentro dos muros da Nova Jerusalém. Eles herdarão a Terra. Poderão deixar seus lares na cidade e se dirigir ao campo, onde projetarão e construirão os lares de seus sonhos, suas casas de campo, plantarão vinhedos, colherão seus frutos e deles comerão (Is 65:21).
No lar, junto com Deus e Cristo. Na nova Terra, a promessa feita por Cristo a seus discípulos encontrará finalmente seu eterno cumprimento: “Para que, onde Eu estou, estejais vós também” (Jo 14:3). O propósito da encarnação, “Deus conosco”, atingirá finalmente seu alvo. “Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles” (Ap 21:3). Aqui, os salvos terão o privilégio de viver na presença do Pai e do Filho, em constante companheirismo com eles.
Sua mais abrangente alegria será glorificar a Deus.
Grande parte de nossa alegria na Terra renovada será obtida através de relacionamentos.
Ali os remidos conhecerão como são conhecidos. O amor e simpatias que o próprio Deus plantou na alma, encontrarão ali o mais verdadeiro e suave exercício. A comunhão pura com os seres santos, a vida social harmoniosa com os bem-aventurados anjos e com os fiéis de todos os tempos, que lavaram suas vestes e as branquearam no sangue do Cordeiro, os sagrados laços que reúnem "toda a família nos Céus e na Terra" (Ef 3:15) - tudo isto concorre para constituir a felicidade dos remidos (Grande Conflito, Cap 42).
Se pudermos encontrar-nos com Jesus em paz e ser salvos, salvos para sempre, seremos os seres mais felizes.
Reinando com Deus e com Cristo. Deus envolverá os redimidos nos assuntos de
seu reino. “Nela, estará o trono de Deus e do Cordeiro. Os seus servos o servirão. [...] E reinarão pelos séculos dos séculos” (Ap 22:3-5; cf. 5:10).
Um dos importantes papéis a serem desempenhados nesse reino, os remidos servirão como embaixadores de Cristo ao universo, testificando de sua experiência com o amor de Deus.
Atividades físicas na nova Terra. Na Bíblia encontramos várias promessas de que os remidos construirão casas e nelas habitarão (Is 65:21). Construir implica projetar, edificar, mobiliar e, potencialmente, remodelar ou reconstruir. E a partir da palavra “habitar”, podemos formar a imagem de uma ampla gama de atividades relacionadas com a vida diária.
A motivação subjacente a toda a existência da nova Terra é a restauração daquilo que Deus havia planejado para sua criação original. No Éden, Deus concedeu aos primeiros seres humanos um jardim para “cuidar e cultivar” (Gn 2:15).
Vida social na nova Terra. Reconheceremos nós os amigos e familiares depois que formos transformados à imagem de Jesus? Depois da ressurreição de Cristo os discípulos não tiveram qualquer dificuldade em reconhecê-lo. Maria identificou sua voz (Jo 20:11-16), Tomé a sua aparência física (Jo 20:27,28), e os discípulos de Emaús, as suas maneiras (Lc 24:30,31,35). No reino do Céu, Abraão, Isaque e Jacó ainda conservarão seus nomes e identidades (Mt 8:11). Podemos imaginar com segurança que na nova Terra seguiremos mantendo o relacionamento com aqueles que hoje conhecemos e amamos.
Haverá casamento? A resposta de Cristo revela a sabedoria divina: “Errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus. Porque, na ressurreição, nem casam, nem se dão em casamento; são, porém, como os anjos no Céu” (Mt 22:29,30).
A verdadeira essência do matrimônio é o amor. A maior alegria possível se encontra na expressão do amor. Dizem as Escrituras: “Deus é amor” e “na tua presença há plenitude de alegria; na tua destra delícias perpetuamente” (1Jo 4:8; Sl 16:11). Na nova Terra, ninguém sentirá falta de amor ou de prazer. Ninguém se sentirá solitário, vazio ou desamado ali.
Restauração mental. “As folhas da árvore [da vida] são para a cura dos povos” (Ap 22:2). A cura de que fala o Apocalipse significa mais que “cura”, pois tem a ver com “restauração”, uma vez que ali ninguém mais adoecerá (Is 33:20,24). À medida que comerem da árvore da vida, os remidos se libertarão das limitações físicas e mentais que séculos de pecado lhes ocasionaram; eles serão restaurados à imagem de Deus.
Potencial ilimitado. A eternidade oferece horizontes intelectuais ilimitados. “Ali, mentes imortais contemplarão, com deleite que jamais se fatigará, as maravilhas do poder criador, os mistérios do amor que redime. Ali não haverá nenhum adversário cruel, enganador, para nos tentar ao esquecimento de Deus. Todas as faculdades se desenvolverão, se ampliarão todas as capacidades. A aquisição de conhecimentos não cansará o espírito nem esgotará as energias.
Todos os tesouros do Universo estarão abertos ao estudo dos remidos de Deus. Livres da mortalidade, alçarão vôo incansável para os mundos distantes - mundos que fremiram de tristeza ante o espetáculo da desgraça humana, e ressoaram com cânticos de alegria ao ouvir as novas de uma alma resgatada. [...] E ao transcorrerem os anos da eternidade, trarão mais e mais abundantes e gloriosas revelações de Deus e de Cristo. Assim como o conhecimento é progressivo, também o amor, a reverência e a felicidade aumentarão. Quanto mais aprendem os homens acerca de Deus, mais Lhe admiram o caráter (Grande Conflito, Cap 42).
Objetivos espirituais na nova Terra. Separada de Cristo, a vida eterna seria sem significado. Através de toda a eternidade, os redimidos sentirão fome e sede de Jesus – por maior compreensão de sua vida e obra, por mais comunhão com Ele, por mais tempo para testemunhar diante do mundo não caído de seu incomparável amor, por um caráter que reflita mais intimamente o seu. Os redimidos viverão para e com Cristo. Nele descansarão, plenamente satisfeitos, para sempre!
O próprio Cristo vive para servir (Mt 20:28), e chama seus seguidores para viverem da mesma forma. Trabalhar para Ele, mesmo agora, é algo recompensador. E o relacionamento assim gerado oferece uma indicação das
maiores bênçãos e privilégios de se trabalhar com Ele na eternidade. Lá, com grande gozo e satisfação, “seus servos o servirão” (Ap 22:3). Embora os redimidos tenham a oportunidade de investigar a casa dos tesouros da natureza de Deus, a ciência mais popular será a ciência da cruz.
Com os intelectos restaurados à acuidade que Deus deseja que tenham, e tendo sido removida a cegueira causada pelo pecado, estarão aptos a perceber verdades espirituais sob uma luz que agora apenas podemos almejar.
Tornarão o assunto da salvação – tema que possui profundidade, altura e largura que ultrapassa toda imaginação – o seu estudo e cântico por toda a eternidade. Por meio desse estudo, o redimido obterá vislumbres cada vez maiores da verdade conforme ela é em Cristo Jesus.
Semana após semana, os salvos se encontrarão para a adoração sabática: “De um sábado a outro, virá toda a carne a adorar perante mim, diz o SENHOR” (Is 66:23).
Não mais haverá…
"O meu povo habitará em morada de paz, e em moradas bem seguras, e em lugares quietos de descanso" (Is 32:18). "Nunca mais se ouvirá de violência na tua Terra, de desolação ou destruição nos teus termos; mas aos teus muros chamarás salvação, e às tuas portas louvor (Is 60:18)." A dor não pode existir na atmosfera do Céu. Ali não mais haverá lágrimas, cortejos fúnebres, manifestações de pesar. "Não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, ... porque já as primeiras coisas são passadas" (Ap 21:4). "E morador nenhum dirá: Enfermo estou; porque o povo que habitar nela será absorvido da sua iniqüidade" (Is 33:24). [...] Na cidade de Deus "não haverá noite". Ninguém necessitará ou desejará repouso. Não haverá cansaço em fazer a vontade de Deus e oferecer louvor a Seu nome (Grande Conflito, Cap. 42).
Todo mal erradicado. Algumas das mais preciosas promessas relacionadas com a nova Terra dizem respeito ao que não existirá ali. “A morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram” (Ap 21:4).
Todos esses males desaparecerão para sempre porque Deus erradicará toda forma de pecado, que este é a causa do mal. [...] Na nova terra, os cristãos jamais terão de batalhar contra o mundo, a carne ou o diabo.
As coisas antigas não serão lembradas. Na nova Terra, diz Isaías, “não haverá lembrança das coisas passadas, jamais haverá memória delas” (Is 65:17). Lendo-se o contexto, entretanto, parece claro que são as tribulações que os remidos esquecerão para sempre (Is 65:16). Eles não poderão esquecer as boas coisas feitas por Deus, a abundante graça pela qual Ele os salvou, do contrário toda esta imensa batalha contra o pecado teria sido em vão. A experiência pessoal dos santos com a salvadora graça de Cristo será a essência de seu testemunho ao longo da eternidade.
Adicionalmente, a história do pecado forma um importante elemento da garantia de que “não se levantará por duas vezes a angústia” (Na 1:9).
Pensamentos quanto aos tristes resultados causados pelo pecado servirão como meio de intimidação para qualquer um ser tentado a seguir outra vez tal caminho suicida. Mas, embora os eventos do passado sirvam a esse importante propósito, a atmosfera celestial limpará essas terríveis recordações da dor a elas associada. A promessa é que essas memórias não provocarão nos remidos qualquer remorso, pesar, desapontamento, tristeza ou vexame.
A garantia de que a nova Terra permanecerá “nova” a despeito da entrada de imigrantes provenientes do poluído e velho planeta Terra, é o fato de que Deus excluirá dali todos os covardes “medrosos, timidez sem motivo”; incrédulos “aqueles que não tem fé, no sentido de não permanecerem fiéis”; abomináveis “violar, afastar-se com nojo, detestar”; assassinos/homicidas “inclui os perseguidores e assassinos do fiel povo de Deus ao longo da história”; impuros/imoralidade sexual “imorais, fornicadores, meretrizes, adúlteros”; feiticeiros “praticantes de magia, equivalente moderno da antiga prática da feitiçaria é o espiritismo”; idólatras (práticas de rituais de origem pagã) e mentirosos “inclusive os pregam falsas doutrinas” (Ap 21:8; 22:15). Ele tem de fazê-lo, pois onde quer que entre o pecado, tão somente causa ruína.
“Todo vestígio de maldição é removido. [...] Apenas uma lembrança permanece: nosso Redentor sempre levará os sinais de sua crucifixão. Em sua fronte ferida, em seu lado, em suas mãos e pés, estão os únicos vestígios da obra cruel que o pecado efetuou. Diz o profeta, contemplando Cristo em sua glória: ‘Raios brilhantes saíam da sua mão, e ali estava o esconderijo da sua força.’ Hb 3:4. [...] Através da eternidade os ferimentos do Calvário lhe proclamarão o louvor e declararão o poder.”
A crença na doutrina da nova criação traz uma série de benefícios extremamente práticos para o cristão.
Provê incentivo para a perseverança. O próprio Jesus, “em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz” (Hb 12:2). Paulo renovou seu estímulo
ao contemplar a glória futura: “Por isso, não desanimamos. [...] Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação” (2 Co 4:16-18).
Apresenta a alegria e certeza da recompensa. O próprio Cristo disse: “Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus” (Mt 5:12). Paulo reitera: “Se permanecer a obra de alguém [...] esse receberá galardão (1Co 3:14).
Fortalece contra a tentação. Moisés foi capaz de afastar-se dos “prazeres transitórios do pecado” e dos “tesouros do Egito” porque “contemplava o galardão” (Hb 11:25,26).
Motivos mais fortes e instrumentos mais poderosos não poderiam jamais ser postos em operação; as maravilhosas recompensas de fazer o bem, o gozo do Céu, a sociedade dos anjos, a comunhão e o amor de Deus e Seu Filho, o enobrecimento e dilatação de todas as nossas faculdades através dos séculos da eternidade - acaso não são, estes, poderosos incentivos e encorajamentos para nos impelir a consagrar ao nosso Criador e Redentor os mais amantes serviços do coração? (Caminho a Cristo, pág. 21, citado em "Eventos Finais, Cap. 20”).
Provê um antegozo do Céu. A recompensa do cristão não é apenas futura. O próprio Cristo, por intermédio do Espírito Santo, vem ao cristão e habita nele como uma espécie de garantia das bênçãos do futuro (2Co 1:22; 5:5; Ef 1:14). Cristo diz: “Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa, e cearei com ele, e ele, comigo” (Ap 3:20). “Quando Cristo entra, sempre traz consigo o Céu.” Comungar com Ele é “ter o Céu no coração; é o início de sua glória; é a salvação antecipada.”
A “ocupação com os temas celestiais, que o Espírito Santo alimenta, possui grande capacidade de assimilação. Por meio deles é a alma elevada e enobrecida. Sua esfera e seu poder de visão são ampliados, e as proporções e valores relativos das coisas visíveis e invisíveis são mais claramente apreciados.”
O verdadeiro propósito de Deus ao tornar conhecido aquilo que preparou para aqueles que o amam é atrair indivíduos, desviando-os de suas preocupações com este mundo, tentando ajudá-los a discernir o valor do mundo vindouro e lhes dar vislumbres das belas coisas preparadas no coração de amor do Pai.
Reflexão:
Temos a confirmação de que está tudo pronto em Apocalipse 21:6,7 ⁶ Disse-me ainda: Tudo está feito. Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim. Eu, a quem tem sede, darei de graça da fonte da água da vida. ⁷ O vencedor herdará estas coisas, e eu lhe serei Deus, e ele me será filho.
A melhor dentre as boas-novas relacionadas com a nova Terra é que ela jamais chegará ao fim. Então viveremos essas realidades retratadas pelo coro “Aleluia”: “O reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do seu Cristo, e Ele reinará pelos séculos dos séculos” (Ap 11:15; cf. Dn 2:44; 7:27). As Escrituras e o Espírito de Profecia dizem ainda que toda criatura se unirá a este jubiloso cântico: "E ouvi a toda a criatura que está no Céu, e na Terra, e debaixo da terra, e que está no mar, e a todas as coisas que neles há, dizer: Ao que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro, sejam dadas ações de graças, e honra, e glória, e poder para todo o sempre (Ap 5:13), (Grande Conflito, Cap. 40, 42).
O grande conflito terminou. Pecado e pecadores não mais existem. O Universo inteiro está purificado. Uma única palpitação de harmonioso júbilo vibra por toda a vasta criação. DAquele que tudo criou emanam vida, luz e alegria por todos os domínios do espaço infinito. Desde o minúsculo átomo até ao maior dos mundos, todas as coisas, animadas e inanimadas, em sua serena beleza e perfeito gozo, declaram que Deus é amor (Grande Conflito, Cap. 42; Eventos Finais, Cap. 20).
Para entrarmos na cidade santa precisaremos de um passaporte? Sim. Cristo, só Cristo e Sua justiça, obterão para nós um passaporte ao Céu. [...] O coração orgulhoso esforça-se por alcançar a salvação; mas tanto o nosso título ao Céu, como nossa idoneidade para ele, encontram-se na justiça de Cristo. [...] Para fazermos parte da família celestial, [Cristo] tornou-Se membro da família humana. [...] Melhor do que um título para o mais nobre palácio da Terra é o título para as mansões que nosso Senhor foi preparar. E melhor que todas as palavras de louvor terreno, serão as do Salvador aos servos fiéis: "Vinde, benditos de Meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo" (Eventos Finais, Cap. 20).
Creia na promessa da Volta de Jesus e esteja preparado para este momento, receba de Jesus o passaporte, “⁷ Eis que venho sem demora. Bem-aventurado aquele que guarda as palavras da profecia deste livro” Ap 22:7. A volta de Jesus, não é um conto de fada e nenhum refém será esquecido e deixado para trás, a menos que não queira voltar para casa. Você não foi e não está abandonado, Ele disse que “estaria conosco até a consumação dos séculos” e de que “perto está e nos toma pela mão”, “deseja fazer morada em nós”. Deus se importa conosco, não esqueceu de nós enviou o Seu Filho para pagar o resgate do pecado. Jesus virá em breve e ninguém que queira se incluir na missão de salvar será esquecido. Diga agora mesmo que você deseja ir para o lar, que deseja que seu nome permaneça no livro da vida. Gosto de pensar naquele dia que todos os reféns voltarão para casa, que viagem, o próprio Jesus mostrando o caminho, coroas,, harpas os braços de Deus abertos a todos nós, belíssimos hinos de boas vindas ecoarem no universo. Quero pensar que estaremos lá.
Tendo em vista as realidades eternas, cultivaremos habitualmente pensamentos da presença de Deus. Isto será um escudo contra a incursão do inimigo; dará força e certeza, e elevará a alma acima do temor. Respirando a atmosfera celeste, não absorvemos o ar viciado do mundo. […] Jesus vem apresentar as vantagens e bela imagem do celestial, para que as atrações do Céu se tornem familiares aos pensamentos, e o salão da memória seja guarnecido de quadros de beleza celeste e eterna (Eventos Finais, Cap. 20).
Referências:
Bíblia Online. Almeida Revista e Atualizada© Copyright © 1993 Sociedade Bíblica do Brasil.
Nisto Cremos. Casa Publicadora Brasileira, Tatuí - SP, 1ª edição Versão 1.1 2017.
Espírito de Profecia. O Grande Conflito. O Livramento dos Justos; Será Desolada a Terra; O Final e Glorioso Triunfo.
Espírito de Profecia. Primeiros Escritos. O Livramento dos Santos. A Recompensa dos Santos. A Terra Desolada. A Segunda Ressurreição. A Segunda Morte.
Espírito de Profecia. Eventos Finais. Herança dos Santos.
Meditação Matinal Maranata. Outubro, Novembro, Dezembro.
5º SEE - Seminário de Enriquecimento Espiritual, 116-118.
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